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domingo, janeiro 14, 2018

O Pior Aconteceu e Eu Não Morri

domingo, janeiro 14, 2018 0 Comments
O que eu aprendi assistindo Gossip Girl durante este final de semana. Bem, eu aprendi que estou precisando ser exatamente como a minha sósia, Serena Van Der Woodsen. Em todas as temporadas, querendo eu ou não, ela me representou melhor do que ninguém. Relacionamentos complicados e desastrosos e capítulos de cada história finalizados de forma triste. Mas ainda assim, a personagem me mostrou aquilo que eu quero na minha vida: Ser feliz, ter um amor verdadeiro e ter paciência. Eu sei, ao longo dos meus anos de relacionamentos amorosos, eu acabei aprendendo que eu queria na verdade era uma companhia, mas isso eu já tenho. Família importante, amigos verdadeiros, não preciso de mais nada, só isso neste exato momento. As palavras de um amor que tive até duas semanas atrás acabaram por total ruína hoje no período da tarde. Sofri, mas eu não morri. Escrevi aquilo ao qual eu necessitava para ele e sem nenhum tipo de pudor. Não tenho saudades ou remorso neste exato momento e talvez demore um pouco para sair tudo aquilo que estou sentindo, mas eu sei que pelo menos desta vida eu não o carrego mais. Eu sei que a qualquer momento ele pode arrumar alguém melhor e que talvez eu não tenha sido a melhor opção pra ele, porém pelo menos ele saberá quem ele quer para o resto da vida e quem ele não pensa em ter. Serena Van Der Woodsen passou pelos mesmos momentos mesquinhos e também foi uma bruxa, assim como eu também já atuei em muitos momentos, mas no final das contas o coração dela falou mais alto. Seus gritos foram propensos, suas atitudes e proteção com relação aos seus amigos foram verdadeiros, mas acima de tudo ela nunca desistiu de amar. Acho que o que mais me admira nela é o fato de ela ter conseguido aquilo o que queria. Ser feliz, mesmo que tivesse demorado bastante. Eu não tenho muita paciência para ficar esperando e ainda não cheguei no período em que quero chorar pelo resto da minha tarde de domingo porque ainda estou me perdendo no seriado e analisando cada detalhe desta personagem pelo qual tantos falam que eu me pareço. Eu achei divertido perceber que as pessoas me consideram muito mais uma Serena do que uma Blair. Acredito que eu tenho um coração grande e puro, carinhoso e que tenta ficar o máximo possível longe de problemas. Mesmo que seja impossível, pelo menos eu decidi dar um ponto final nesta história sem continuidade. Ele não era o que eu queria e mesmo que eu talvez sinta falta, na verdade não é da pessoa dele, mas de quem eu criei em minha mente. Talvez eu sinta falta daquele cara que aparenta ser um Nate Archibald, mas na verdade não passa de um Chuck Bass (apesar de eu adorar as suas ironias e sarcasmos dentro da série), talvez tudo o que eu precise é de um Dan Humphrey na vida. Eu preciso de alguém que me dê carinho, atenção, seja feliz comigo e que mesmo nos momentos de turbulência, ele ainda esteja disposto a me contar o que se passa e confiar em mim. Hoje eu acredito cegamente que o cara que eu tanto imaginei que poderia ser o cara para mim, na verdade é o ser mais indeciso que conheci na minha vida. Talvez eu precisasse conhecer ele para sumir de vez e hoje tenho certeza que mesmo com a dor que eu sinto, LG* não seria e jamais será um Dan Humphrey em minha vida. O que me resta é sentar e escrever como a Serena faz em seu blog no Spectator. Eu prefiro estar aqui, escrevendo sobre minha vida e compartilhando aquilo que eu aprendi em poucos meses de um puro falso romance. Já dizia Chuck Bass para Blair Waldorf na quinta temporada: "O pior aconteceu e eu não morri".

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Perguntas Sem Respostas

quarta-feira, janeiro 10, 2018 0 Comments
Aprendi ao longo desses meus anos que talvez o maior medo de as pessoas se envolverem num relacionamento amoroso não seja o fato de ter apenas que dividir a própria vida com o outro, mas talvez vai além do que esperamos. Acho que o maior medo de se amar alguém ou tentar ao menos se envolver é entrar em pânico pelo fato de viver dentro dele, dividir a cama, canecas de café, o espaço até daquela escova de dentes que não esperava um dia estar lá. Eu percebi isso durante meus anos de relacionamento e de términos. Acho que meu maior medo é de não ser amada de forma devida. Eu estou na fase adulta e parece que vivo num conto de fadas, imaginando que o cara certo esta por aí. Por acaso eu até encontrei alguém e por mais que seja maravilhoso estar conhecendo ele novamente, dentro desses nossos anos de distância um do outro, o que mais me dói não é a distância, isso eu aprendi a lidar de forma madura e respeitosa, mas talvez seja o fato de que aquela pequena atenção não possa ser dada. É terrível amar alguém e não poder falar que a ama porque esta com medo do que se possa acontecer e da reação dele próprio. Será que é possível amar alguém sem ter convivido o suficiente com ela? Enfim, aprendi com ele que no final ele é de um jeito e ele não irá mudar. Mas eu não o quero mudado, eu não quero vê-lo no meu molde, não quero tristezas e quero que as coisas deem certo. Quero estar presente nas alegrias, tristezas de sua vida. Até algum tempo atrás dividimos muito, mas aparentemente eu não faço tão parte da vida dele quanto ele faz da minha, sabe? Eu não sei se é porque eu criei expectativa, ou se até mesmo eu errei na dose, ou até mesmo ele errou. Não sei qual dos dois lados é culpado. Eu queria muito que tudo fosse tranquilo e calmo. Ele não tem o mesmo jeito que eu e não posso esperar que ele seja idêntico, até porque ele não precisa. Eu sou uma romântica incurável, será que ele se lembra disso ainda? Será que ele sabe que eu levo a sério essa coisa de conhecer os amigos dele? Será que ele pretende um dia conhecer a minha família? Onde é que estou colocando os meus pés? Não sei ainda, mas ao invés de eu desatar os nós, eu acabo por criando novos. Terrível seria eu dizer para alguém que eu nunca sofri na vida por amor. Para quem lê esse blog de cabo a rabo sabe exatamente o quanto eu dividi de minhas histórias mais privadas e eu nem mesmo tentei excluir as postagens, porque me fazem lembrar que de certa forma eu deixei coisas no passado e que eu não tolero mais em minha vida. Mas essa coisa de ser romântica e ser racional ao mesmo tempo sempre foram coisas que nunca saíram do meu pé. Eu fico pensando na frase que ele me falou e eu acho que nem cheguei a falar para ele o que eu achava com medo de perdê-lo: "Eu não sou grudento". Mas será que eu sou? E se eu for qual o problema nisso? Onde é que esta o erro? Seria isso uma indireta entre tantas outras que observo por aí? Mas no final de tudo isso, eu só tenho uma pergunta que resume tamanho a minha confusão: Será que ele sabe que estou com saudades e que quero voltar logo?

segunda-feira, outubro 23, 2017

Alice, The Maze and The Reasons to Stay

segunda-feira, outubro 23, 2017 0 Comments
Eu achei que a vida sempre seria engraçada ao me apresentar novas pessoas e principalmente de forma mais inusitada. Eu te conheci na maior peculiaridade possível, mas eu acreditei que fosse coisa do momento, mas por alguma razão eu sabia que não. Eu passei a encontrar todas as razões para adorar você. Seu sorriso é o mais bonito e eu acreditava que havia meios de me sentir feliz toda vez que eu soubesse que o dia estava ruim. Aquele sorriso é uma puta maldição na vida de qualquer pessoa que tenta se envolver. Eu gosto de ouvir aquelas mensagens longas de 4 ou 5 minutos, ou só por Deus, acho que gravaria até um de 10 minutos e eu nunca irei entender como uma pessoa gosta tanto de dar detalhes sobre o dia e o que esta acontecendo. Eu achava que falava demais, mas eu descobri alguém que era exatamente idêntica a mim neste sentido. Gostava de saber onde estava viajando e quem estava conhecendo, acho que te permite entender como é a sua família e saber que ela te completa de certa forma. Gostava de ver aquela minha biblioteca de fotos cheias de vídeos de cachorros fofos de seus parentes e um monte de fotos também. Aliás, a Belinha esta bem? Será que escrevi certo, ou fiz o favor de escrever errado novamente? Gostava de ver meu WhatsApp cheio de mensagens suas no amanhecer e saber que de prontidão que gostava de mim do jeito que eu era. Que coisa, não? Eu cheguei a acreditar tanto no que estava acontecendo e principalmente no "você sentirá saudades" que esqueci de notar que seus defeitos eram também algo a serem destacados, mas eu não preciso ficar citando, até porque não é de praxe eu fazer isso com uma pessoa que eu respeito. No dia em que decidiu acreditar que eu havia "entrado de cabeça" e que realmente estava me dando muitas patadas, eu percebi que na verdade você não pensou em ninguém mesmo além de si própria. Chocada? Acho que não, porque sabendo o pouco que sei sobre você, aprendi que é quase entrar no labirinto do Fauno e ele mesmo se perder em tanta confusão. Alice iria fugir e pedir para que o coelho entregasse o relógio para ela e explicando o quanto ela estava atrasada e precisaria sair daquele problema o mais rápido possível. Não sei se a palavra problema se encaixaria em você. Acho que confusão seria a palavra perfeita. Passei dois dias mandando mensagens feito uma idiota e descobri que você não estava nem aí, porque não queria pensar no que eu ia sentir, só queria pensar em si mesma. E se eu quisesse sair gritando contigo no meio de meio mundo, pode ter certeza, eu teria feito de seu dia um dos mais tristes possíveis. Respeito é algo que se vem a todos os prazos possíveis. Se eu soubesse que causaria tamanho transtorno e me fizesse chorar de raiva o tanto que chorei, nunca teria buscado me envolver contigo. Aquela droga de bilhetinho seria o primeiro a ser queimado, junto com todos os romances idiotas que obtive na vida. Mas que coisa não? Acho que não farei isso, até porque quem pagará o preço por esta tamanha teimosia, ignorância e falta de coração, será tu minha cara e eu não ficarei aqui assistindo. Não tenho vontade de ver as pessoas se machucando. Você disse que queria tanto alguém que te dê-se atenção e entre outras palavras que chegam a me cansar, porque me dão dor de cabeça e porque eu só quero apagar, mas eu percebi que naquele momento em que tinha, você não sabia o que fazer porque nem você sabe o que quer da vida. Tentei procurar todos os motivos para ficar nessa loucura, mas agora que estou encontrando a saída, não achei razão nenhuma para permanecer em sua vida e nem você na minha.

quinta-feira, outubro 12, 2017

Yes Girl

quinta-feira, outubro 12, 2017 0 Comments
Peguei-me pensando bastante em tudo o que ocorreu e eu percebi exatamente o porquê eu sentia raiva de você. Eu acabei perdendo noção do que eu queria de ti. Você não passava de uma pessoa que havia acabado de sair de algo que não sei se poderia chamar de relacionamento, até porque eu estive presente lhe dando apoio e fiquei observando até onde tudo isso iria. Passei a analisar que eu estava sendo a cobra no meio disso tudo, além do mais eu desejei uma pessoa que estava num relacionamento sério, mas não me culpo por não ter dado mais certo entre vocês, na verdade eu me sinto culpada por ter me permitido gostar de alguém que na verdade não sabia ainda e talvez não deseje saber o que é gostar de uma pessoa. "Não gosto de coisas sérias" você não gosta porque a sua vida esta leve e esta solto para aprender a errar e construir seu palácio, sendo de decepções ou felicidades, mas esta. Não o culpo por isso. Mas te culpo por ter permitido me machucar da forma como achava que não iria me abalar.
Deixa eu te contar uma coisa, a minha idade me diz ser nova demais, mas eu aprendi muito com todos os meus relacionamentos passados, o tanto que eles me marcaram até eu ter passado por um abusivo. Saí mais ferida do que o esperado, mas eu sabia que se eu me mantivesse de cabeça erguida, me recolhendo, curando feridas, iria conseguir achar alguém melhor. Não era para ter acontecido nada disso. Não era para ter sido você e eu. Era pra ter sido você pra lá e eu pra cá, mas claramente acabou que eu queria isso e você também. Essa coisa de dividir um momento que marcou, pelo menos pra mim um capítulo e avanço, talvez. Acabei por me enganar. Criar expectativas em ti foi o maior erro ao qual cometi até agora e eu tenho a pretensão de não passar por isso novamente, pelo menos não tão cedo, até porque seria burrice cometer a mesma falha num mesmo período. É como se eu tivesse percebido que você não era quem dizia ser.
Porém eu percebi que havia me avisado. "Não gosto de coisas sérias". Eu tentei deixar tudo caminhar como algo simples e sem esperar por algo grandioso, mas mesmo assim eu tenho o coração de qualquer mulher "apaixonada" - se é que dá pra dizer isso sobre o que sinto por ti, até porque esta bem confuso.- Abracei a ideia de ir seguindo minha vida. Você conseguiu em poucos dias derrubar algo que estava sendo construído. Quase destruiu minha linha de estudos e quase transformou um momento que era meu e não seu, num verdadeiro fracasso. Cheguei a chorar muito para desabafar antes mesmo de falar contigo novamente. Eu só percebi o quanto iria doer quando ouvi "quero ficar com sua colega de trabalho*". O coração aperta e aí que as lágrimas de dor e ódio escorrem pelo meu rosto. Eu achava que estava errada em te chamar de diversos nomes e querer que você e ela sumissem, mas o único culpado nisso é você.
Eu sabia que algo estava errado quando eu percebi que achava que não sabia o que tinha feito de errado já que havia sido sincero. Teu conhecimento com relação a ser sincero esta bastante deturpado. Ser sincero não é falar todas as verdades a cru e sem usar as palavras corretas para talvez amenizar a situação. Você escolheu a pessoa errada para escrever bilhetinho e deixar para ela com uma rima que não cobre nem um sentimento de um passarinho livre. Você sabia exatamente quem eu era. Sabia como eu era pós términos ou coisas difíceis. Você escolheu a mulher errada para dizer: "Nós somos muito diferentes e isso nunca vai dar certo! Não vai pra frente!"/ "Não tivemos um relacionamento". Uma pena você ter pensado assim, porque já diziam meus avós: "É considerado um relacionamento a partir do momento em que risadas, conversas, segredos, momentos são divididos. Se alguém não considera dessa forma, então ele não serve para estar na sua vida". Mas como eu queria que você tivesse servido para minha vida. Queria ter compartilhado de tudo e mais um pouco, mas você fez o que eu menos imaginava: "Eu quero te conhecer, mas como amiga, não como relacionamento". Eu não sei se eu fiquei confusa com tudo o que tinha se passado, me perguntei se a culpa era minha, passei dias sentada e me desviando de estudos, atrasei algumas coisas e eu considero isso tudo culpa sua! Me afastei por duas semanas ou mais do que gosto de fazer, pois não queria olhar na tua cara. O que eu sentia por você era repulsa e continua sendo isso. Não consigo manter isso de forma tranquila. Não sou a menininha que vai aturar isso calada. Lembra quando você disse que se lê-se meus textos talvez acabasse por rir? Pois bem, venha rir disso. Você é o maior culpado por tudo ter dado errado. Não vou ser mais a garotinha boazinha.  

sábado, setembro 30, 2017

A Casa (Re)Arrumada

sábado, setembro 30, 2017 0 Comments
Eu ainda não sei como o meu corpo consegue manter-se de pé depois de tantos tombos, depois de tanta confiança. A maior tristeza na vida de qualquer ser humano é passar por uma desilusão amorosa que não esperava. Eu tive o maior tombo de minha vida quando uma pessoa que confiava muito acabou se tornando um pesadelo dentro de mim mesma. É como se fosse um furacão... É como se ele tivesse passado e destruído com gosto tudo aquilo que eu já havia rearrumado. Leva tanto tempo, Deus, que não sei como ainda tenho paciência para sair pegando os cacos que restaram dessa casa tão singela.
Minha vida é feita de grandes marcas, das derrotas pelas quais passei e dos ganhos que obtive com escolhas pessoais. Eu comecei a perceber que meu coração começou a se encolher cada vez mais. O meu distanciar é muito claro, principalmente para algumas pessoas que estão sempre próximas de mim. Mas eu acho que eu preciso de tempo para recomeçar depois de meu último desastre. Este me deixou uma marca que será provavelmente como uma tatuagem feita a ferro queimando e derretendo por minha pele.
Eu, como sempre, não posso citar nomes, até porque poderia ser um processo na certa. Mas eu sinto tanta raiva que eu mesma gostaria de tentar aplicar que os olhos e aquele sorriso me deixaram desmanchar tão facilmente até mesmo porque eu não queria me apaixonar. Segundo a autora Rupi Kaur, o ser humano tem essa mania de falar: "Se eu não tentar nunca saberei se teria dado certo". As pessoas são egoístas e se esquecem de pensar nos sentimentos de terceiros. Assim foi o que o rapaz do sorriso bonito e que me relembra uma doce infância, acabou por destruir minhas melhores lembranças de quem ele realmente era.
Eu adorava ficar observando quando mais nova aquele jeito meio preguiçoso de caminhar dele pós àquela aulinha de inglês. Eu tinha somente doze anos e ele quatorze. Como eu queria entender que aquela paixão platônica teria sido futuramente um estrago em minha vida. Tamanha minha raiva na vida, acabei que iria diminuir todas as minhas lembranças com relação a ele. Quem era eu naquela vida para uma menininha esguia, bobinha, com cabelos louros para tentar qualquer coisa? E foi assim que deixei a vida seguir.
"Encontrei descanso em você, me arquitetei, me desmontei. Enxerguei verdade em você, me encaixei" e acho que este deve ter sido um dos meus maiores erros. Acreditei que à distância, teu respeito e vontade de me ter contigo, seriam maiores do que qualquer obstáculo, mas ao invés disso que eu percebi que tu eras o grande errado da história. Me arquitetei à pessoa errada. Quebrei meus pilares para criar um só para ti. Meu maior erro foi ter te permitido entrar fortemente em minha vida. Se eu for contar em meus dedos, com toda certeza irei perder as contas do quanto tentei mudar pelas pessoas e esqueci da frase que minha mãe sempre me disse: "Adeque-se ao que for necessário, mas nunca mude por alguém ao não ser que veja que será uma diferença para si própria e não para ele".
Acho que não fico triste pelos gastos espontâneos que realizei durante meu tempo fora do país, trazendo pequenas coisinhas que me lembraram de ti. Ainda bem que eu deixei tudo ali no cantinho. Deixei aquele pequeno passado ali, nas espreitas da geladeira. Ainda bem que não bebi o restante, porque só me faltava me envenenar de seu próprio veneno diluído em algo aparentemente tão doce mas na verdade tão amargo.
Eu havia parado de escrever esse texto por quase um mês, mas eu decidi finalizá-lo porque acima de tudo as pessoas precisam colocar ponto final naquilo que não se tem mais cabimento em dar continuidade. Das dores que andei passando e da sua falta de consciência infeliz, acabei aprendendo a diluir esse problema e fui tentado cicatrizar as feridas que conseguiu reabrir. Mas não tem problema, a casa aqui já esta (re)arrumada. Por favor, se tentar entrar de novo, deixe os sapatos do lado de fora da casa, só assim eu saberei que não ficará e também nunca mais irá tentar.

sábado, junho 17, 2017

Nós Já Sabemos

sábado, junho 17, 2017 0 Comments
Postagem baseado no texto "Trate ela melhor".

Eu quis essa coisa de ser tratada bem. Aliás, ainda quero, mas eu percebi que as pessoas não andam se importando. Geralmente mulheres que leem este tipo de texto são as que mais sentem o que querem ou o que necessitam para serem felizes em um relacionamento saudável. Ainda acho muito duvidoso que homens de verdade entendam o que queremos ou o que sentimos. Aliás, esta bem difícil de achar o homem verdadeiro, porque estamos acostumadas com aqueles dos filmes de comédia romântica. Acho que deve ser por isso que aumentei o número de filmes de terror em minha pasta. Deve ser por isso que minhas lágrimas diminuíram absurdamente e raras são as vezes que estas aparecem. Acho que gosto que as coisas sejam claras e bem limpas. Eu quero sim uma pessoa que me trate bem. Que queira me ouvir e que saiba que estarei ali também para o que der e vier. Porém, de acordo com minhas últimas experiências, inclusive com namoros passados, aprendi a crescer e a ser seletiva, porque sei que assim como eu mereço uma pessoa melhor, todos merecem.
Achar alguém compatível, que te trate bem e que queira acima de tudo compartilhar de bons momentos contigo e perceber que a vida é dela e não sua, é bem difícil e eu bem sei como é. Porém, mais difícil ainda é manter um relacionamento. Precisamos entender a diferença entre paixão de primeira viagem ao mantimento do amor para que ele nunca esfrie. Eu não entendo muito bem como se faz para manter, mas segundo meus pais, não existe uma regra específica, quando duas pessoas querem continuar passando seus dias uma com a outra, pode ter certeza, a história irá fluir tranquilamente.
Talvez nós estejamos desesperados para achar alguém mas não estamos respeitando nosso tempo e muito menos nossos gostos. O desespero de amar e de ter alguém do lado nos torna cada vez mais incrédulos e sem vontades de um dia arrumar outra pessoa, porque o relacionamento anterior foi um fracasso. Eu sei bem como é essa coisa de tratar ela melhor. Mas você acha mesmo que um texto desses vai despertar a mente de verdade de um cara? Acha mesmo que todas as mulheres irão acreditar fielmente no que esta escrevendo? Enfim, eu sou uma das que leu e se viu como a Stephanie de anos atrás. Tudo o que escreveu não é indiferente a mim. Mas é que eu estou com tanta preguiça de ler esses textos que prefiro não me envolver e muito menos apontar em mais um dos meus textos que "olhem, é isto o que eu quero". Acho que não há necessidade. Sim, ele toca o coração? Com certeza. Mas para mim não acrescenta mais nada ao não ser reforçar a ideia de que eu preciso de algo melhor e olhe lá. Enfim, eu preferi dar uma resposta digna a quem acha que sabe o que esta falando, mas na verdade só coloca o perfil que todas já conhecem e que estão cansadas de ter respostas reforçadas. A vida tem dessas. Os apaixonados, desesperados, desiludidos e os conformados. E existem os do meu tipo, que não sabem o que é que esta acontecendo especificamente, mas viver já é uma forma de amar e uma grande aventura. O amor que quiser entrar que saiba tratar bem, afinal, nenhuma mulher nasceu para ser feita de trouxa.

sábado, maio 27, 2017

C'est La Vie, Mon Amour

sábado, maio 27, 2017 0 Comments
A maior dificuldade da qual eu percebo dentro desse mundo fora de perspectiva em relacionamentos amorosos é exatamente a falta de compreensão e principalmente de compaixão. Eu moro junto de minha mãe e meus avós maternos. O casalzinho mais perfeito que conheci é este. Perfeito do jeito deles. Acreditem ou não, 56 anos de casado já é demais e parece que o tempo para eles nunca passa até porque o amor continua o mesmo. Eu sei, sei bem que muita gente irá ler esse pedacinho e vai dar ou uma risadinha ou irá dizer que isso é muita loucura ou até mesmo irão conseguir dizer que "casais assim não existem mais". 
Infelizmente eu tenho de concordar. Eu não vejo atualmente tantos casais durando. Não somente por falta de amor ou por falta de interesse, mas porque as pessoas acham que um relacionamento é basicamente algo que requer muita responsabilidade como se fosse uma criança sendo carregada no colo ou até mesmo ter um bichinho de estimação (desculpem, mas eu somente consegui encontrar estes exemplos). Hoje em dia eu vejo pessoas extremamente vazias que passam por decepções amorosas e acreditam que não devam se envolver mais ou devam agir como se não se importassem com os próximos que estão por vir e consequentemente eles vão lá e pisam. É um ciclo vicioso onde as pessoas não se importam mais com que as outras irão pensar ou não. 
Conheci uma pessoa que passou por esta situação há algum tempo atrás. Trabalhavam juntos. Era uma coisa comum e acho que ela nem reparava tanto nele assim, mas a bondade no coração, o sorriso bonito e a carisma haviam chamado completamente a atenção dela. Todo aquele laço de seguir em redes sociais, mandar recadinhos, colocar apelido fofinho mesmo que fosse somente de brincadeira, os segredos, as conversas da madrugada, era pra tudo ter dado certo, mas ao invés disso ela me dá a notícia de que ele desapareceu. Ela disse que havia respondido ele com um texto gigante e na cabeça desta moça a culpa era dela pelo afastamento do rapaz. Mal sabia ela que não havia feito algo errado. Expressar sentimentos não é crime, moço. 
Crime seria se você pegasse uma arma e apontasse em sua cabeça, ou até mesmo a machucasse, algo mais grave. As pessoas sentem medo de pessoas que se expressam, elas acreditam que o ser humano já esta criando uma história, uma perspectiva de vida e com filhos, Não. Não é bem assim que as coisas funcionam. Ao invés das pessoas terem medo, elas deveriam se sentir especiais e felizes. Mesmo que nada fosse dar certo, a educação e o simples sorriso já seriam suficientes para alegrar o coração da moça. 
As pessoas levam o fato de um simples gostar ser além dos princípios de um ser humano. Não é. Gostar não significa ofensa, não significa escravizar alguém ou até mesmo humilhar. A desculpa que qualquer rapaz ou moça escuta é: "Eu acabei de sair de um relacionamento/Eu quero curtir a vida/Eu acho você legal/Talvez mais tarde (pior frase do mundo)" ou até mesmo o que ela ouviu: "Acredito que devemos ser apenas profissionais. Uma ótima semana para você". Claramente ela disse mais um milhão de coisas para ele e que tem certeza que ele nem leu. Mal sabia ele que ela detestava quando o rapaz sumia e não respondia mas fazia questão de responder o grupo do trabalho. Mal sabia ele que ela detestava não ter respostas. Mal ele que ela acreditava que ele realmente gostava de pessoas que demonstravam o que realmente queriam, mas parece que ele mesmo se enganou e a ela também. 
O que quero dizer com esse exemplo é que tinha tudo para ser algo saudável e tranquilo. Ela tinha seus medos e isso só passará quando realmente aparecer alguém legal. Ela pensou que fosse ele, mas percebeu que sua bondade no trabalho não significava que ele seria assim pessoalmente ou dentro de um "suposto" relacionamento. Bem, não podemos chamar de relacionamento, mas acho que de uma amizade que poderia ter florido a cores maravilhosas que nem mesmo um arco-íris poderia captar. 
As pessoas esqueceram de deixar a vida levar. Preferem o vazio de grandes festas e curtições, mas até eu gosto disso, então não os posso julgar. Mas ao chegar em casa sempre faz falta aquele colo, aquele apoio, aquele tudo. Mesma que seja só pra ligar e perguntar: "Esta acordada? Queria conversar com alguém". O ser humano tem medo de tudo, quase tanto quanto a própria fragilidade teria de si mesma. As pessoas se olham e se dizem querer a liberdade, mas se impõe regras para não se envolverem com ninguém. Não gosto de ficar julgando ninguém e já fiz muito antes quando minha raiva e estresse superavam com tantas pessoas que me magoaram. Mas com esta história eu percebi que na verdade o erro pode estar nos dois. Ela assumiu os dela em seu coração e para ele. Mas ele preferiu escapar e fingir que nunca a conheceu. O ato de fingir que não a conhece e nem olhar em seus olhos quando esta abre a boca para soltar palavras de importância, é pior ainda. O ser humano julga até quem chora e sente dor pela rejeição, ou pela falta de consideração de um pelo outro. "Mas vocês não tinham nada!" não precisava ter algo sério para machucar, qualquer atitude que aperta o coração já é o suficiente para deixar alguém completamente magoado. Vi isto com essa moça, vi com amigos homens e vi inclusive com meus pais. 
A geração em que eu nasci é mais drogada pelo vício da liberdade da vida e pela anestesia que diz não sentir falta do amor do que por qualquer outra coisa. Infelizmente eu perco devagar as esperanças. Pelos últimos resultados dos quais tive, preferiria não ter envolvimento algum neste momento. Por mais que eu sinta falta, por mais que eu queira retomar certos detalhes, por mais que eu tenha buscado por respostas e não ter conseguido, eu descobri que na verdade eu não falhei como mulher ou muito menos como ser humano. Não falhei em ser sincera e em abrir meu coração. Falharam aqueles que não aceitaram ver a verdade na cara e que fingem ou idealizam a felicidade em um vício. Estar festejando e celebrando a vida com amigos e família é sensacional, mas quando foi que eu lhe dei permissão para fazer o que fez? Infelizmente casais de 56 anos unidos podem não existir com tanta facilidade, mas eu acredito que cada um tem sua alma gêmea por aí e se não tiver ainda sei que irá aparecer. 
Eu escrevi esse texto em dedicação a duas pessoas maravilhosas que fazem parte de minha vida e mereciam ler isto para se lembrarem que somos muito felizes como estamos. Tudo demora mas nós iremos chegar em algum lugar. E também escrevi isso para você moço, quem sabe você não perceba que o erro e a culpa não esta em quem esta sendo sincero. Não é piegas ou antiético uma mulher falar o que sente. Doloroso mesmo é você acreditar ou criar pontos negativos sobre alguém que nem fez questão de conhecer de verdade. A vida que segue, mas a saudade sempre fica, mesmo que tenha sido pouco tempo de convivência. A moça com certeza agradece.