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sábado, maio 28, 2016

Eu Me Perdi

sábado, maio 28, 2016 0 Comments
Eu me perdi. Eu me perdi nas primeiras palavras trocadas, na seriedade de um trabalho limpo, nos livros que te seguravam e nas loucuras de várias leis impostas não somente pelo o que faz, mas pelo o que a sociedade também necessita para se manter de pé. Eu me perdi. Eu me perdi quando achei que não sabia que tipo de homem era você. Eu fiquei meio sem rumo, meio que sem estribeiras e achei que no final, você e eu nunca teríamos um "era uma vez", achei que na verdade seria um "valeu te conhecer".
Eu me perdi. Eu me perdi a partir do o momento em que finalmente comecei a ser direta com você e manter a minha paciência na linha porque pela primeira vez eu vi que não era qualquer pessoa e que, de certa forma, talvez, pudesse ser exatamente o homem que esperava, Eu me perdi. Eu me perdi quando as primeiras palavras que soltastes em uma madrugada um pouco fria foram retiradas do meu livro favorito da literatura brasileira: Dom Casmurro.
Eu me perdi. Eu me perdi a partir de o momento em que disse meus olhos serem oblíquos e dissimulados e como eu conseguia te arrastar sem eu mesma perceber o poder que tinha, quando na verdade eu mesma já estava sendo arrastada por uma onda que mostrava-se ser pacífica e que não queria me fazer mal algum. Eu estava perdida. Eu me perdi em tantos detalhes, tantas palavras que achava que na verdade tudo o que queria era acabar logo com aquilo, mas por alguma razão a teimosia de meu coração desligou a razão que cabe apenas a minha mente controlar.
Eu me perdi. Eu me perdi quando me viu pela primeira vez e dentro daquele carro me mostrei mais sua do que você meu. Eu me perdi naqueles beijos, naquelas risadas, naqueles sorrisos, naquela vontade de estar ali, somente agarrada e parecia que já te conhecia há tanto tempo que chega a ser um absurdo não escrever o que sinto aqui e em tempos sem amores como este, ainda sobraram algumas pessoas para os surpreender e você fez questão de ficar aqui e me mostrar que eu não precisava ter medo.
Eu me perdi. Eu me perdi no dia em que estava apenas solta em casa e o aviso prévio em minha casa dizia que estava entrando. Duas vezes em um mesmo dia que me fizeram ficar perdidamente apaixonada por você e eu nem sei como me deixei levar tanto, mas ah, a sensação era tão boa que não conseguia descrever o orgulho que tinha e como meu sorriso se soltava tão levemente e de uma forma breve conseguia ser feliz, mesmo que eu não soubesse quanto tempo aquilo tudo continuaria.
Eu me perdi. Eu me perdi quando estava começando a sentir demais e minha ansiedade estava voltando. O medo de imaginar que se tudo isso acabasse eu teria de superar de alguma forma e não sabia como começar. Eu sempre sofri por antecipação e isto sempre foi um erro gravíssimo que nem ao menos o ABC de meus pais ou da escola da vida, seriam capazes de modificar. Podem chamar um psicanalista, psiquiatra e psicólogo, um conjunto de médicos para esta área, acho que nem ao menos o maior filósofo de todos aguentaria lidar com esta minha ansiedade. Até que descobrimos que o que falamos um para o outro era recíproco. O coração palpita toda vez que lembro o que aconteceu e parece que é sorte mas é a vida que te colocou para mim, aqui e agora, neste caminho.
Eu me perdi. Eu me perdi nas nossas diferenças e o que gostamos ou não, mas eu soube aprender a te respeitar e a te amar pelo o que era e assim o vice-versa. Eu aprendi que nessa vida nada é perfeito e eu consegui entender que a maior felicidade da vida é deixar que as coisas fluam com tamanha naturalidade, sem esperar ou criar expectativas grandiosas para um futuro. Acho que pela primeira vez, diante de tudo o que já me envolvi na vida, não penso no futuro, mas penso mais no agora e no amanhã que te verei.
Eu me perdi. Eu me perdi loucamente naquela noite em que me perdi em beijos e abraços e sorrisos que se derretiam e risadas que mostravam o quanto as nossas brincadeiras conseguiam cobrir uma noite importante como um símbolo do que realmente sentíamos um pelo outro. Eu soube acordar no dia seguinte pensando em te mandar mensagem e logo que mandei veio uma em seguida dizendo: "Acordei pensando em você". Parece piegas para essa classe de humanos muitas vezes sem coração e olha que também sou descrente disso mas, ah, como é bom sentir isso sem poder errar até agora.
Eu me perdi. Eu me perdi quando vi ou sentia seu toque todas vezes na pele. É muito bom saber que no cheiro e nos beijos a gente tem alguém que cuida sempre de quem ama, de quem merece. Nunca me senti tão protegida como desta vez. Nunca quis ter tanta vontade de estar vivendo em paz sem me preocupar com o que faz, sabendo que confio em ti. Acho que nunca fiquei tão bem quanto imaginava. Meu bem, se isso não é amor, então que me calem os deuses de quaisquer dinastias que estas sejam, mas agora sei o que é amor de verdade.
Eu me perdi. Eu me perdi de verdade, eu sinto que estou feliz mas o meu ficar perdida não é que não consigo me encontrar, é por estar extasiada demais em tantos sentimentos e emoções e ver que mesmo depois de quase este período que parece ser tão curto, mas parece tão longo para nós, o sentimento é o mesmo. Que você consegue em poucas palavras me fazer mais feliz e digna. Que me protege. Me ajuda. Me faz sentir-me completa. Me sinto feliz e me perco quando me olha demais, brinca demais, me irrita demais, mas uma irritação tão boa que não existe nada de ruim. Eu me perdi. E se for para continuar me perdendo desse jeito, meu amor, some comigo, soma comigo e me faça tua como nunca, até porque eu não espero nada do futuro, eu só quero viver o agora e com você. Em tempos de ódio, o que eu mais quero é amor e amar. É por isso que com você eu consegui isso... Somar e amar.

sexta-feira, maio 27, 2016

Precisamos Falar Sobre Estupro

sexta-feira, maio 27, 2016 0 Comments
No Brasil convivemos numa sociedade bastante machista e que ao meu ver me deixa claro que a mulher, por sua vez, não consegue deixar de ser vista ou como um objeto de acesso fácil para sexo ou até mesmo um ser frágil e delicado que se encostar, irá quebrar. Certo, mulher querer sexo é uma coisa, agora mulher ser obrigada a fazer algo que não quer é uma coisa completamente diferente. Para aqueles que não sabem, esta semana (E eu espero de verdade que continue sendo divulgado e falado por muitas e muitas vezes sobre o assunto), uma garota foi estuprada não por um, não por dois, não por três, não por cinco e não por dez, mas por trinta e três homens. Trinta e três!
Hoje eu escrevo este texto como forma de expressar a minha verdadeira revolta quanto ao ocorrido em meu país. Nos revoltamos tanto que muitas vezes nos faltam palavras para expressar, então por isso eu consegui chorar muito antes, consegui ficar indignada, consegui entender o porquê eu estudo e faço o que faço em Relações Internacionais.Consegui entender mais a fundo o papel da ONU Mulheres. Consegui entender a preocupação de minha mãe, que mesmo minha pessoa tendo 23 anos, ela ainda me espera acordada no sofá, até se eu chegar às 4 horas da manhã. Agora sim, entendo, nada do que nossas mães e familiares fazem é para nos machucar.
Não foi apenas uma moça machucada, foram e de todas elas eu vi um mar de lágrimas demonstrar o que é que estamos passando atualmente. Não foi apenas um homem, foram trinta e três. Eu não sei o que mais me machuca e o que me deixa cada vez mais perdida perante ao mundo em que vivemos. Parem de culpar os familiares destes crápulas, as escolas onde eles estudaram, o que os tornou assim foi como estes se inseriram e como viam uma mulher específica, ponto foco, para um estupro.
Quantas vezes você viu a sua namorada andar na rua, ou a sua mãe, ou ver alguma mulher passando em sua frente e "sem querer" você ouve um cara a chamando de "gostosa", "lá em casa eu faço um arregaço", "Oi moça, tudo bom?". Mas espere um pouquinho aí, só você pode chamar sua namorada, por exemplo de gostosa, só você pode chamar a sua mãe de linda e aí quando percebe esta se colocando no lugar delas e finalmente nota que se você fosse mulher passaria pela mesma situação. Parece tão mais fácil quando somos apenas nós mesmos em nosso próprio corpo. Mas quando nos colocamos no lugar do outro, tudo é bem mais complexo do que o imaginado.
O texto de hoje pode não ser tão impactante, mas deixa claro que mulher não é objeto, ninguém quer ser feita assim. Mulher gosta de beijo, abraço, beijo na testa, sexo ser for aprovado por ambos lados, risadas, gratidão e principalmente respeito. O que eu peço hoje é que não passem mais uma vez seus olhos e finjam que nada esta acontecendo, porque esta. Não leiam estes textos de qualquer jeito, não abandonem a luta e a causa de salvar mulheres que sofrem todos os dias desta forma. Estou cansada de andar na rua e tentarem puxar conversa, me chamarem de "gostosa", ou de falar que "fariam um arregaço comigo em casa". Eu não sou objeto. Ela não é objeto. A amiga dela não é objeto. A mãe dela não é objeto. Elas não são objetos. Nós não somos objetos. Que a partir de hoje fique claro que esta luta não é de poucos são de todas. Mexeu com uma, mexeu com o resto da família.

terça-feira, abril 26, 2016

Resposta Inquebrável

terça-feira, abril 26, 2016 0 Comments
Não sou boa em escrever poemas, mas sou boa em lê-los e se pudesse até os guardaria em uma caixinha para não os perder em momentos pequenos e talvez fúteis o suficiente para desestruturarem a graça daquela fração de tempo em que tive para poder dizer que na vida não se impede, mas sim se despede. Infelizmente, meu caro colega, a versão do amor não pode ser levado como simples balelas e pelos casos e acasos, creio que esta pagando por pecados que talvez nem saibas, mas pode tê-los cometido em um momento inoportuno do passado e com toda certeza hoje lhes trazem o que te resta de uma dor profunda e até mesmo apática de uma situação bastante estrondosa.
Quebrado eu sei que esta, mas com tantos foram os estardalhaços aos quais causastes na vida de muitas e muitas donzelas aqui presente que hoje passo a ser uma delas e escrevo com toda a gratidão do mundo para lhe dizer que tudo o que um dia se trata com indiferença, um dia se recebe com frieza. Infelizmente, meu caro colega, a vida tem dessas em que se paga caro por aquilo que se causa. Se todas as desculpas fossem motivos para finalmente resolvermos nossas diferenças, com certeza neste momento estaríamos rindo de uma falta de sincronia que poderia ter se tornado, quem sabe um dia, a harmonia em pessoa. Às vezes o que te faltou foi sinceridade, foi a especialidade em utilizar as palavras corretas e finalmente cair de cabeça no que se é chamado de amor, mas ao invés disso preferiu ficar indo e vindo do passado e ao invés de continuar construindo pontes, as deixou claro que "acaba por aqui".
Talvez as Ideias Voláteis em teu poema grandioso só me deixa mais claro que teu passado te condena a sofrer pro muito tempo ainda, enquanto aquilo que te torna mais humano pode acabar desaparecendo e quem sabe você não consiga mais conquistar este espaço de um dia se permitir a gostar ou deixar que gostem de ti. O problema não era comigo apenas e isso era claro, o problema não era com suas amigas ou outras mulheres que se perderam diante de seu olhar bêbado e cego em uma pessoa apenas, não fomos a causa de seu martírio e disto eu me concentro toda vez em que me lembro que a dor me derrama lágrimas de uma paixão imperceptível aos teus olhares e mais claros para os meus.
Não podias me perdoar de algo que não era minha culpa, não podias perdoar a elas que também se perderam em tua boca ou entre lençóis. O que dói em teu peito, pode doer muito mais no peito de outras ou suprir a felicidade de muitas que te querem bem longe e mal sabes disso. Talvez seja apenas balela de uma mulher mal amada, mas só por hoje gostaria de dar como resposta a obra ao qual julga ser apenas sua dor, mas na verdade representou a minha em diversos aspectos e sendo assim, tão incertos, mas ao mesmo tempo corretos.
Corretos porque eu permiti-me em tantos aspectos me apaixonar, amar, quem sabe, e depois sofrer. Porque na perspectiva da vida, nada é belo o suficiente. Hoje com todas as dores do meu peito e da forma desprezível ao qual causaste em mim por algum acaso, e por palavras de um mero amigo "não se apaixone, um momento tão legal que tiveram e foi destruído". A coitada da paixão não tem culpa das irresponsabilidades de um ser tão frio e seco quanto ao teu. Que os deuses de todas as religiões me perdoem, mas eu não sei rimar e ainda por cima nem poema sei fazer e agora cá estou eu desejando a dor àquele que não desejo como inimigo e muito menos como amigo. sinta o que senti por mais algum tempo.
Você pode não saber mais aindanão saber para onde irnem quem deixar entrar e sequer sabe como conseguir, mas meu caro, você teve várias oportunidades e não me refiro a minha pessoa, mas a todas as outras que tentaram se aproximar. Não fui eu quem me fechei e não permiti que me conhecesse, nem elas, foi sua própria amargura e de forte temperamento que não te permitiu ver o que poderia ter te feito feliz. Quem dera eu fosse egoísta por mais um período, mas eu não consigo, eu sei bem que não existiu apenas a mim ou outras, mas sim várias. Não coloco nada como eu ser especial e calho a dizer que fui patética ao sempre ter reservado meu minúsculo tempo a você, mas ainda sim era meu e pode ter sido um dos maiores desperdícios feitos em minha vida.
Ficar feliz em saber que estou bem e não te odeio, deveria caber ao que dizer ao teu próprio passado, aquele ao qual ainda insiste em dizer e não tardou a falhar, ainda ser seu, mas não é mais. e nesse vai e vem a estrada continua sem rumo e você cada vez mais perdido. Mas meu caro coração amado, isto é culpa eternamente sua e não de um amor falhado. Que tuas costas cicatrizem pelo martírio ao qual carrega sobre si mesmo, mas acima de tudo que tanto presente pelo passado que já não sei se é o agora ou se é apenas uma memória, vai passar esta tua fase, sei que vai. Pata todos existem uma explicação, mas nada se cruza por acaso e talvez sejas a história que completa a minha lição de vida, mas no final... No final de tudo, sei de uma coisa, quanto mais o passado te corrói, meu caro, mais o presente te abadona e quem sabe um dia tudo isso vire piada, mas enquanto tiver um ponto e vírgula nisso, eu prefiro por um ponto final nessas suas ideias voláteis e incapacidade de ser quem deveria realmente ser. Quem acabou perdendo sua própria imagem no espelho foi você mesmo, não eu. Sou grata por pelo menos me reconhecer pelo o que fui e o que sou hoje, a pena de quem caia a maldade de impedir que te enxergues isto. Mas eu sei, no fundo esse seu quebrado, não seja nada mais e nada menos do que um simples conserto. Assim aqui me despeço com preguiça de continuar a prolongar estas sentenças, porém com a bondade que me resta antes que eu desista de uma vez de tudo o que aqui lhe falei.

domingo, abril 24, 2016

Somos Todas Caitlin Snow

domingo, abril 24, 2016 0 Comments
Somos todas um pouco de Caitlin Snow. Para quem acompanha a série The Flash já viu várias vezes quem é a superdotada, esperta e consequentemente louca e desastrada Caitlin, com quem me identifico muito por seu jeito, astúcia e principalmente ainda que fosse/é apaixonada pelo queridinho personagem principal Flash/Barry, somos todas um pouco de Caitlin.
Estou só no começo da série mas já dei boas risadas e me senti suficientemente completa com toda essa carisma e doçura de nossa querida Caitlin ao qual me deixa com os olhos mais abertos e me mostra aquela vontade de talvez, não sei, chegar a algum lugar. Ela mostrou/mostra um lado meu que me encanta bastante: o de apenas ser eu.
Quem sou eu para dizer que sou expert em seriados, afinal de contas, eu vivo atrasada em tanta coisa que só por Deus, mas hoje decidi colocar uma série em dia e farei isso dar certo por conta de ninguém mais e ninguém menos do que Caitlin. Esta é a pessoa que me faz ter vontade de conquistar meus caminhos e eu vejo isso claramente.
Eu sou budista e começo a ver claramente o que é chegar a um ponto foco e ser determinada perante aquilo pois é pela vontade de enxergar em pequenos detalhes, ser sensível e tantas coisas que percebo o que é ser realmente eu mesma e finalmente me perdoar. Me perdoo e acima de tudo me deixo levar pelo o que virá mais para frente. Talvez me enxergar em filmes, séries, músicas e livros, sejam os reais motivos para eu descobrir como realmente fui moldada. Eu deveria ter visto antes, mas é claro que eu vivia no mundo da lua e talvez... Talvez por alguma razão hoje vejo o que realmente sou.
Se eu pudesse seria exatamente todas as mulheres desta série, mas escolhi ser a Caitlin que ao meu ver é o meu estilo. Desastrada, apaixonada, devota ao que faz e acima de tudo capaz de chegar onde quer sem pudor algum. Não sou nenhuma louca em quadrinhos como minha mãe sabe de cada detalhe, mas por alguma razão hoje eu me sinto mais Caitlin do que nunca e escrever ou repetir seu nome várias vezes neste texto é mostrar para mim e para muitas outras que é normal sermos desastradas, cantarmos mal, pular feito doidas, estudar, às vezes acordar com o cabelo no rosto e quase desesperadas com o dia ao qual teremos amanhã, mas no final você não é nada mais nada menos do que uma mulher perfeita em todos os aspectos.
Apaixonar-se como Caitlin e Barry é uma coisa comum de acontecer e é completamente normal cair de cabeça dentro de um mundo como este. Mas vejam bem, existe uma grande diferença entre se apaixonar e amar, como citei no texto anterior. Apaixonar-se é aprender a estar do lado sempre e muitas vezes não querer se soltar mais deste (a). É aprender a errar, chorar, beijar, transar, enfim, se dar o direito de ser feliz. Amar é algo para quase uma vida e vejo 55 anos de um casal dentro de minha casa e podem ter certeza que isto é amar. Descobrir que o amor da sua vida é seu(sua) companheiro (a). A vida tem dessas.
Somos todas um pouco de Cailtlin, basta apenas que possam todas enxergar da mesma forma como enxergo e talvez, mas somente talvez aí chegaremos ao consenso de que a perfeição esta diante dos olhos de quem vê e estes são os nossos. Apeguem-se a esta fase, talvez seja muito melhor ser uma Caitlin do que uma Patty.

quinta-feira, abril 21, 2016

50 Tons de Amor

quinta-feira, abril 21, 2016 0 Comments
O que seria o filme 50 Tons de Cinza se não fosse o tão espetacular livro que fez mulheres se apaixonarem por Christian Grey e a inocência de Anastasia Steele? Na verdade não seria nada, até porque as pessoas perderam a noção de um dos fatores mais importantes deste filme: O romance de Anastasia, não é nada mais e nada menos do que aquilo que passamos quase todos os dias e principalmente nos deixa bastante incomodados porque de fato ainda não alcançamos o ponto esperado para a felicidade do amar. 
Afinal de contas, o que seria amar como Anastasia Steele, ama, tirando toda aquela parte de sadomasoquismo completo? Amar é deixar se perder por aí, se encantar com palavras e viver o momento, sorrir com pouca coisa e se permitir, finalmente, a sentir borboletas no estômago. Amar é uma coisa mágica, mas poucos se permitem sentir de verdade. Eu pelo menos meio que perdi um pouco do fio da meada quanto ao que se leva a relacionar a amar alguém, afinal de contas meus últimos relacionamentos me trouxeram boas memórias, como um ursinho de pelúcia, uma cesta com um coração lindo, uma letra de música, uma carta... Duas, aliás, um box de séries e um agradecimento. 
Eu acho que no final das contas não é porque não se ama mais que deixa de ser amor. Aquilo tudo que esta enterrado em meu armário de roupas ainda é amor e se não fosse, não estaria nem citando por aqui e finalmente declarando o que é amor de verdade e muitas vezes são as lembranças que te dizem que é mais fácil amar do que se deixar levar pelo ódio ou frases prontas como: "Ainda bem que não deu certo". A gente aprende um dia que é mais fácil deixar tudo enterrado mesmo, mas de vez em quando lembrar o que é amor de verdade nos deixa cada vez mais fortes e prontos para nossa próxima aventura. 
Até agora amar ainda é um enigma para mim, por isso tento me lembrar todos os dias o porque isso é bom e como pode me impactar. Não acho errado as pessoas tentarem procurar sua alma gêmea via aplicativos de namoro, na verdade você nunca sabe o que vai acontecer. Eu tive histórias que hoje posso e devo me orgulhar de dizer que foram minhas. Não sou a mulher perfeita para descrever sobre o que é o amor, mas ainda assim é tão gostoso poder escrever isso tendo borboletas na barriga e sem saber se o que a gente quer pode estar por perto. 
Eu sei que amar é algo bastante intenso, não duvido disso, mas ainda não descobri a verdadeira sensação de amar com esta firmeza, não fiquei durante um ano ou mais com alguém, na verdade todos eles duraram pouco tempo, mas ainda assim eram amor. Me lembro de uma colega que um dia me disse: "Namorou três vezes em um ano? E disse que ama para todos?" e riu. Na verdade é tão mais fácil amar sem saber se esta amando de verdade, somente para aprender qual o caminho correto para se estar com alguém. 
A intensidade de amar uma pessoa dentro de um relacionamento amoroso, é mais complexo do que se imagina. Amar não é apenas aceitar aqueles defeitos, é aprender que no final as qualidades complementam os defeitos e que as histórias de nossas vidas, por alguma razão acabam se interligando. Nada é por acaso, e acabei aprendendo isso da melhor maneira possível com uma pessoa que me fez ter ideia de que realmente nada é tão incomum que não possa ser comum e simples.
Às vezes da saudades de amar como a Anastasia Steele, mas então me lembro que tudo tem seu tempo, que na verdade não dá pra ficar correndo e que não existem aplicativos, revistas, blogues, ou conselhos amorosos que realmente te tragam um amor de verdade. Na verdade basta aprender a se amar mais e atrair o positivo na vida, o resto o universo se encarrega. Se me incomoda não ter alguém do lado? Bastante. Fazem quase seis meses que não namoro e ainda acho que foi coisa do meu ex para não encontrar alguém melhor... Brincadeirinha. Tirando isso, tenho certeza que estes três namoros que apareceram no ano passado, foram suficientes para atender os meus variados pedidos de quero alguém ao meu lado, mas acabei esquecendo de dizer que queria alguém que fosse companheiro e não apenas preenchimento do vazio de minha cama. 
Amar chega a ser enjoativo para quem não sabe amar de verdade, mas quando aprende, não existe remédio ou qualquer coisa que influencie você a se cansar deste alguém. Talvez amar seja isto, se perder como Anastasia Steele em 50 Tons de Cinza e no final ainda ter certeza que apesar de todas as loucuras que ela passa (e bote loucura nisso!) ela ainda ama alguém que realmente a torna uma coisa que todas um dia procuramos e ainda é tão difícil de encontrar: Tornar-se única. É... Acho que é isso que me falta, quem sabe a pessoa que eu queira, ainda esteja por aí e falta pouco para me encontrar com ela de verdade. 

domingo, abril 03, 2016

Encontro Marcado

domingo, abril 03, 2016 0 Comments
Durante esse tempo eu comecei a refletir o que significava ter um real companheiro na vida. O que era ser acompanhada sem entender se eu realmente precisava ver ou não a pessoa para entender que ela era real e estava ali apenas completando o que me faltava de verdade. São pessoas como essa que não esperamos que um dia se tornem parte do que chamamos de nosso.
Aqui vai uma coisa que nunca falei na vida, em nenhuma postagem minha até porque não me veio motivos para escrever. Seguir o budismo é algo que até agora me trouxe equilíbrio e mesmo com meus tombos e meus momentos de solidão foi motivo suficiente para que pudesse me dizer que tinha algo para viver ainda.
Onde isso entra na história? Quando você tem uma pessoa que pergunta sobre sua pessoa em certos momentos, ou que lembra "aleatoriamente" (eu prometi não usar essa palavra, mas eu acho que é a única ao qual se encaixa perfeitamente aqui) e por acaso você não dá atenção a ela e mesmo assim, parece que não desgruda do teu pé, esta ali e vai ficar até quando não quiser mais (o que eu acho bem difícil, afinal de contas, posso passar um mês ou mais sem falar com ele que tudo volta como era antes).
Confesso que não acreditava em amores a distância porque era estranho, eu já tive disso e nossa que confusão, quem dirá amizades, eu nunca sei se a pessoa esta mentindo ou fingindo ser algo que não é. Mas por alguma razão eu acabei ganhando um companheiro pela vida e só percebi isso esta semana. Na verdade eu já percebi isso antes, mas por alguma razão tive uma sensação ou impacto maior, não dá pra explicar ainda, mas é algo muito bom a ponto de querer estar próxima e preferir falar do meu dia do que me manter calada o tempo todo.
A questão é que ainda não sei até qual ponto um se apoiaria no outro e até o porquê de nos darmos tão bem. É só uma sensação muito bom ter um parceiro do lado sem colocar rótulo algum. Sem rótulos de amizades, amores, platonismo, ou o que quer que seja que as pessoas usam hoje em dia (às vezes até me sinto meio perdida, não gosto muito de rotular as pessoas a algum nível para serem parte de minha vida, não combina comigo).
Conversando e inclusive lendo, descobri que essa pessoa ao qual retrato aqui, na verdade, tem uma simbologia e tanto para mim. Acho que essa coisa de lobo me persegue. Já que Buda também tem uma ligação com animais e suas diversas histórias, levo em consideração claramente o fator de alimentar o lobo certo na vida. Tudo bem que estava referindo-se a uma alma, ao coração, a bondado e àquilo que é ruim, mas ainda assim, é o significado dele para mim, que na realidade, em outros termos é a proteção ou guia.
Sou acompanhada literalmente todos os dias por alguém que se você mandar mensagem, te responde: "Eu estava pensando em você agora". "Ah mas nossa,  todo homem fala isso", generalização é uma bela merda, mas infelizmente a maioria usa frases assim pra pregar o "romantismo", mas como não estamos nos tratando disso aqui, quando alguém, que tem muito carinho por ti, lhe responder isto, de fato não existem mentiras em suas palavras.
Me disseram que tive sorte de arrumar um parceiro/companheiro que esteja comigo e me protegendo mesmo que de tão longe. Não precisei de motivos para me sentir mais em casa do que conversar com alguém que parece entender mais de mim do que eu mesma entenderia. Não existe sensação melhor do que ser acompanhada apenas em palavras. Já me perguntei algumas vezes se dá pra pegar uma passagem e ir visitá-lo, mas com o tempo que me falta, acho que preciso de mais 24 horas dentro de um mesmo dia, afinal de contas, prefiro gastar meu tempo com sabedoria, boas risadas e momentos únicos do que com aquilo chamado de solidão.
Não dá pra explicar ou buscar saber o porquê nos damos tão bem assim, dessa carisma toda, desse respeito. Talvez ele até saiba e não queira me contar, talvez não e talvez queira saber mas prefere não procurar porque prefere deixar tudo como esta para que seja mais tranquilo possível. Eu tentei buscar respostas, acho que não só por mim e por ele, mas por tantas outras pessoas que aparecem assim, "aleatoriamente" e causam impactos. Ele causa mais, mas ainda assim, tentei encontrar motivos e a resposta que tive foi: "Eu sei muito bem o que é isso, mas prefiro que descubra sozinha".
Descobrir sozinha já é um desafio, afinal de contas, já tenho dificuldades em descobrir o que devo fazer em relação a mim mesma, mas mais um ponto a ser buscado não é nada tão complicado. É divertido e ao mesmo tempo estranho, mas se eu não escrevesse tudo isso aqui, talvez eu nunca teria a chance de agradecer e ao mesmo tempo dizer que é muito melhor ter quem realmente gosta da gente, mesmo que longe, tão perto ao mesmo tempo. Acho que um dos melhores motivos para tudo dar tão certo em sincronia é por isso: andar lado a lado, respeito e carinho. O que se espera dessa vida não cabe a mim e nem a ele, muito menos a ninguém que entrou ou saiu de minha história. Acho que entendi essa coisa de tempo finalmente, mesmo que seja tão cansativo. Será que dá pra pular para a parte em que quero tentar entender o que acontece no final desse episódio, ou será que vou ter que esperar mais uns 7 anos para tudo acontecer?

segunda-feira, março 28, 2016

Why Not Me?

segunda-feira, março 28, 2016 0 Comments
Hoje pra ter sido a pior noite de todas e só acabou se tornando a pior delas quando eu terminei levando em consideração que talvez o meu nível de TPM esteja tão elevado a ponto de entender o porquê os caras não têm o mínimo de vontade de estar comigo a não ser para transar ou até mesmo para simplesmente pensarem que "mulher bonita é mulher burra". Eu sempre tive essa impressão. 
Somente semana passada eu levei exatos três foras e sinceramente nunca imaginei que ficaria me sentindo tão péssima, mas pareci exatamente a Bianca do filme, The Duff. Nunca assistiram? Então deem uma olhada no trailer que provavelmente entenderão do que estou falando. Para dizer a verdade a mulher tem uma estrutura complicada quanto ao seu lado entendível quanto aos homens. Na verdade não, não têm não. Na verdade somos bem idealistas quanto ao cara que queremos. 
Eu queria um cara bonito, sincero, simpático, esperto, que não fosse ruim com piadas e fosse menos radical ou menos sentimental. Os últimos aos quais me envolvi na verdade não foram bem os que eu queria e os que eu quis acabaram se tornando babacas ou tinham conhecido pessoas melhores. Afinal de contas, por que os caras que eu quero nunca me querem? E aí, meu amigo, entendemos o porquê ainda não consegui uma resposta adequada a este tipo de pergunta que chega a ser tão incabível ao meu contesto de mulher emotiva neste momento. 
Ah não, eu não estou chorando, na verdade estou escrevendo feito louca depois de ter assistido dois filmes de romance e estar no terceiro agora, na verdade estou re-assistindo e percebi o quanto ele pode ser tão gracioso e entendi exatamente o contexto de Designated Ugly Fat Friend, ou mais conhecido como Deginado(a) Amiga/Amigo Feio(a)/Gordo(a). Não entenderam o que eu quis dizer? O filme conta a história de uma moça ao qual foge especificamente dos padrões de qualquer outra aos quais os caras querem. Bem, deve ser eu no caso. Em apenas dois dias eu consegui ler um livro inteiro ao qual contava a história de uma moça em que o namorado a chutou no estacionamento do colégio dela, onde no salão de festas teria a famosa festa de fim de ano e principalmente a coroação de rainha e rei do baile (típico filme/escrita americana). A mocinha escolhe no meio do nada um cara que esta lendo um livro de Geografia, dentro de sua caminhonete, e diz que ele será o namorado dela de mentira para provar as amigas que o antigo namorado existia, já que ele somente aprecia quando ele queria e nunca quis conhecer as amigas. Quanta coisa louca, certo? Mas o que isso tem a ver com o filme? Tudo! 
No filme, The Duff, a mocinha nunca arruma um namorado, inclusive porque o cara ao qual ela quer, na verdade nem sabe da existência dela e nunca se importou com ela na verdade porque existe uma cena ao qual ele a chama para sair e finalmente pergunta para ela: "Como estão suas amigas? Elas são solteiras?" uma pena, certo? Pois é. No livro, as amigas da mocinha descobrem que ela estava mentindo sobre o namorado, que na verdade ele a tinha chutado e que ela estava fazendo isso para provar que sempre foi verdadeira e que a única falsa do grupo que tentava procurar defeito nela, foi a culpada pelas atitudes da mentira. Perde as amigas, mas ela consegue novos verdadeiros. O ex namorado dela, ao qual ele tinha chutado, e ela havia o substituído, volta e pede para ficar junto com ela e que sente falta dela. O mocinho que fez as perguntas para a Bianca no filme, tenta conversar com ela no baile de formatura porque ela estava toda linda. Resumindo? Nenhuma das duas voltou com seus respectivos antigos amores. 
Era isso o que eu deveria ter feito, mas afinal de contas elas têm algo em comum, mas perante a mim elas não conseguem dar match no sentido de que, até mesmo quando uma se sente alta demais, no livro, o cara da caminhonete se torna namorado dela. O melhor amigo da mocinha no filme, que a chamou de Duff, se apaixona por ela e a beija no baile. Simplesmente em filmes/livros tudo acontece e somente ali. 
Errado, meus jovens. Na sexta-feira quando comprei o meu livro, na livraria ao qual minha amiga esta trabalhando, ela estava toda radiante, sorridente e mais feliz e enquanto a mim? Parecia que tinham passado com um trator por cima de meu corpo, bagunçado meu cabelo, cuspido e dito: "Essa daí esta cagada por hoje, não precisa de mais nada". Era o que eu pensei também, até aquela minha amiga dizer: "Nossa, você não esta legal". Claro que não estou, minha cara, na verdade eu estou bem mais cagada do que imagina. Mas imaginem só como isso é cena de filme e eu sei que vai se repetir por muito tempo. 
Ela esteve com um rapaz que parecia ser bem galinha no começo, mas tornou da experiência dela a mais maravilhosa do mundo. A mais sensacional. Até eles se separarem porque a mãe se mudaria para outro estado e ele teria de ir junto com ela. Já que não estudava ou trabalhava por Ribeirão Preto. Recebo a notícia - depois de muito tempo sem ouvir falar sobre quase nenhuma das meninas já que não me chamam para exatamente mais nada - que ele voltou para nossa cidade... E que eles estavam ficando sério. Depois de tudo o que eles passaram. Brigas, discussões, aquela coisa de "nunca tivemos nada sério"... Eles voltam?" What the fuck is wrong with these people?! E pior é que ele conheceu os pais dela. Meu Deus do céu! Ele conheceu os pais dela e isso vai dar bosta porque ela disse que se eles terminam - terminam o que, meu Deus? - ela esta no controle. 
Ótimo, muito bom para ela. Eu fico feliz e nem sei se devia estar contando essa história aqui, até porquê não é minha, é dela, mas não citei nomes, então acho que esta tudo bem. Mas sério, meu Deus, até quem não queria mais nada com ela, quer. E por que os caras não vem atrás de mim? Sério mesmo que eu tenho de usar o Tinder e o Kickoff para ter namorados? Por que os caras que ficaram comigo não querem nada comigo? Por que eu sou louca? Por que eu quero coisa séria? Mas minha amiga também queria coisa séria, o cara não queria nada e agora estão "ficando sério"? Mas que palhaçada esta acontecendo com este mundo? Então eu percebi, talvez eu não seja nem a Duff, talvez merecer este cargo seria demais para uma pessoa como eu. Então decidi por conta própria que eu tentaria mudar, mas ao invés disso eu fico comendo aqui, sentada, pensando que eu estou de TPM, que isso vai passar e quando eu ler tudo isso vou ficar tipo: "Minha nossa senhora, o que foi que eu escrevi aqui?", mas na situação ao qual me vejo, eu só gostaria de dizer as amigas que estão namorando hoje: Suas sortudas e não larguem de seus amores a não ser que eles estejam sendo péssimos em algo a vocês, porque de resto, sejam felizes. Aliás, ser solteira é uma merda, não fiquem lendo estes textos babacas que vocês leem sobre como ser solteira é mil vezes mais legal - além de que você economiza um dinheiro do caralho só pra você, ainda continua sendo egoísmo. - ser solteira é péssimo. Enfim, como é bom escrever e ver tudo sendo extremamente libertador. Mas na verdade eu só gostaria de saber: Tem como você ser mais rápido para aparecer, meu jovem? Porque eu cansei de esperar sentada ou correr atrás de ti.